COMPETIÇÃO 2020



Ginetta G55 de Vichiese, Guerra e Turvey vence a 1000 Milhas do Brasil.
                                                                        

Trinca levou a melhor em disputa com time do Mercedes AMG GT4 e venceu a corrida realizada neste domingo em Interlagos.
                                                                      

O Ginetta G55 pilotado por Esio Vichiese, Renan Guerra e Stuart Turvey venceu neste domingo (16) a 1000 Milhas do Brasil, prova disputada no Autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP). O trio se revezou na liderança com a tripulação do Mercedes AMG GT4 até a nona hora, quando o carro da marca alemã precisou reparar os freios, perdendo tempo e abrindo caminho para o triunfo do time do modelo inglês.
                                                                            

Os vencedores tomaram a liderança da prova pela primeira vez ainda na primeira hora, se aproveitando de um problema na pressão de óleo do protótipo MCR Tubarão que largou da pole position. A partir daí, Vichiese, Guerra e Turvey entraram em duelo particular com Leandro Ferrari, Flávio Abrunhoza, Marcelo Brisac e Renato Braga, pilotos da Mercedes. Os dois carros se revezaram na liderança, mas o Ginetta se sobressaiu, mesmo sofrendo um princípio de incêndio na parada nos boxes na nona volta.
                                                                    
Elione Queiros Organizadora

“Com nove horas de prova nós estávamos na mesma volta e trocando posições. Pena que eles tiveram problemas nos freios. Nossa pastilha terminou a corrida bem no limite. Foi uma prova de fogo, pois em nenhum momento nós tivemos condições de poupar e levar o carro para casa. A gente teve que forçar o equipamento para conseguir o resultado”, disse Guerra, piloto que mais andou na Ginetta ao longo das 11 horas de prova.
                                                                              

Abrunhoza lembrou que o Mercedes sofreu muitos problemas ao longo da temporada do ano passado, durante o campeonato do Endurance Brasil. Assim, o piloto e proprietário do AMG GT4 se mostrou satisfeito com o desempenho apresentado pelo modelo ao longo da maratona realizada em Interlagos, ressaltando que o carro é mais pesado em relação a Ginetta.
                                                                          
“No ano passado a Mercedes nos deu muito trabalho. O carro apresentou problemas de desenvolvimento. Na última etapa do Endurance Brasil, a gente conseguiu colocar o carro em ordem e tivemos problemas de freio. O carro é muito bom de reta, mas é um caixote. São quase 500 quilos a mais de peso”, disse Abrunhoza logo após o encerramento da corrida.

“Paramos após nove horas pois a pastilha acabou. Trocamos, perdemos cinco voltas para a Ginetta. E tivemos um problema de pneus, pois a roda foi de tala nove para dez. Voltamos e resolvemos os problemas. Estou feliz, pois ano passado nós quebramos em oito etapas. E aqui nós estreamos nossa equipe. Ser o segundo colocado nas 1000 Milhas é promissor”, completou o piloto.
                                                                             

O terceiro lugar foi um prêmio ao quarteto Gustavo Simon, Rafael Simon, Rafael Cardoso e Sérgio Cardoso, que dividiu a condução de um protótipo MRX-Honda. “Tivemos problemas com os freios e, depois, a parte elétrica começou a ter problemas. A cada pit stop, trocávamos também a bateria do carro”, explicava Rafael Cardoso, que correu ao lado do pai, Sérgio.
                                                                          

Em quarto lugar ficou o protótipo Spyder-VW de José Vilella, Pipa Cardoso e Tinoco Soares, da LT Team. Durante a noite, o trio precisou fazer trocar a caixa de câmbio do carro em uma longa parada de box. O carro voltou à pista, mas na fase final da prova o câmbio voltou a ter problemas, ficando travado em quarta marcha. Para evitar desgaste acentuado da mecânica, o carro ficou recolhido no box durante vários minutos e voltou a tempo de receber a bandeirada.
                                                                     

Procedimento semelhante teve a equipe do Omega pilotado por Ciro Paciello, Álvaro Vilhena e Evandro Camargo, quinto colocado. Mesmo sendo o carro da categoria mais lenta entre as que compuseram o grid da 1000 Milhas do Brasil, consolidou-se em terceiro lugar durante a madrugada até ter problemas que culminaram com a troca do diferencial, já nas primeiras horas da manhã. O Omega ficou novamente em condições de andar, mas a equipe não teve possibilidade de fazer ajustes mais finos. “O carro ficou quase inguiável”, resumia Paciello. “Voltamos para o box e saímos apenas para receber a bandeirada”, completou.

O único acidente da 1000 Milhas do Brasil aconteceu de madrugada, com cerca de uma hora e meia de prova. O Astra V8 de Ricardo Rodrigues, Marcos Cassoli, Walter Barajas e Ricardo Domenech bateu de leve, mas a pancada foi suficiente para causar a quebra de uma roda e impedir o carro de continuar na prova. Os demais abandonos foram todos causados por falhas mecânicas, a maior parte panes no motor.

Confira o resultado final da 1000 Milhas do Brasil:

1º - Esio Vichiese, Renan Guerra e Stuart Turvey (Ginetta G55) - 360 voltas em 11h01min00s312
2º - Leandro Ferrari, Flávio Abrunhoza, Marcelo Brisac e Renato Braga (Mercedes AMG GT4) - a 5 voltas
3º - Gustavo Simon, Rafael Simon, Rafael Cardoso e Sérgio Cardoso (MRX) - a 51 voltas
4º - José Vilela, Pipa Cardoso e Tinoco Soares (Spyder) - a 107 voltas
5º - Ciro Paciello, Álvaro Vilhena e Evandro Camargo (Omega) - a 125 voltas
6º - Marcelo Servidone, Luiz Finotti e Jorge Machado (Tubarão) - a 168 voltas
7º - Ney Faustini, Ney de Sá e Marcos Philippi (Cobalt) - a 183 voltas
8º - Sérgio Martinez, Eduardo Pimenta e Luiz Oliveira (Spyder) - a 247 voltas
9º - Ricardo Rodrigues, Marcos Cassoli, Valter Barajas (Astra) - a 325 voltas
10º - Carlos Antunes, Yuri Antunes, Mauro Auricchio e Lucas Marotta (MRX) - a 332 voltas
11º - Edras Soares, Juarez Soares e Leandro de Almeida (Vectra) - a 336 voltas
12º - Mauro Kern, Paulo Sousa e Tiel de Andrade (MCR Tubarão) - a 337 voltas

Fotos :
Claudio Kolodzie

F :  Imprensa - 1000 Milhas do Brasil

D.Leme

16/02/2020
__________________________________________________________________________________

Calendário do Império Endurance Brasil 2020 terá oito etapas e começará em Curitiba em 4 de abril

Categoria mais democrática do Brasil promete show com grid de grandes estrelas entre carros e pilotos

O calendário do Império Endurance Brasil foi definido pela organização da categoria e contará com 08 etapas na temporada 2020. O campeonato deste ano começará no dia 4 de abril, no Autódromo Internacional de Curitiba, em Pinhais (PR), e será fechado em 05 de dezembro, na pista do Velocittà, em Mogi Guaçu (SP). Uma das novidades em relação a 2019 é a chegada de novos modelos GTs e de potentes protótipos das categorias P1, P2 e P3.
                                                                       

"O Império Endurance Brasil tem sido a cada ano mais especial, pois nos últimos cinco anos conseguimos crescer, com o apoio de nossos patrocinadores, equipes e pilotos, que não medem esforços com muita união para fazermos oito grandes eventos. Além disso, o apoio da CBA tem sido fundamental para essa concretização de uma categoria democrática, onde temos oito classes em um só evento. Acreditamos em uma grande temporada de 2020!", afirmou Henrique Assunção, presidente da APE - Associação de Pilotos de Endurance, promotora e organizadora do Império Endurance Brasil.

Confira o calendário de 2020 do Império Endurance Brasil:

7 de março – Pré-temporada, Interlagos (SP)

4 de abril – 1ª etapa Curitiba, em Pinhais (PR)

2 de maio – 2ª etapa Velopark, em Nova Santa Rita (RS)

4 de julho – 3ª etapa de Goiânia, Goiânia (GO)

1º de agosto – 4ª etapa de Interlagos, São Paulo (SP)

5 de setembro – 5ª etapa de Santa Cruz do Sul (RS)

3 de outubro – 6ª etapa de Curitiba, em Pinhais (PR)

31 de outubro – 7ª etapa de Goiânia, Goiânia (GO)

5 de dezembro: 8ª etapa de Velocittà, Mogi Guaçu (SP)

F: MS Comunicaçao